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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"A Sinagoga mais antiga da América"




Em Recife funcionou durante o Brasil Colonial a primeira Sinagoga das Américas.

As pesquisas arqueológicas, iniciadas há alguns meses nos antigos sobrados foram conduzindo a importantes descobertas no subsolo de dois edifícios do centro histórico da cidade.
Arqueólogos identificaram abaixo do piso atual, além de objetos e estruturas, vestígios da muralha construída pelos holandeses ao redor da cidade.
Uma das descobertas, entretanto, apresenta grande relevância: trata-se dos restos de um banho ritual judaico original (micvê), com mais de 350 anos.
Desde a sua descoberta, os poços e canaletas foram também analisados por rabinos peritos, e suas medidas e volumes foram estudados por especialistas da lei judaica, que confirmaram tratar-se de um micvê de pressão (cujo sistema consiste em despejar água canalizada para um poço de água de rio, que através de uma canaleta é conduzida até a piscina. Foram encontrados intactos o poço de água do rio, que inclusive revela a margem original do rio Beberibe (o poço encontra-se dentro da casa, e não no pátio, como é o costume), a canaleta e o formato da própria piscina onde ocorre a imersão. O micvê de Recife é certamente o mais antigo de todas as Américas.
A pesquisa vem sendo desenvolvida pelo arqueólogo Marcos Albuquerque e equipe, do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco. Com o patrocínio e o trabalho empreendido pela Fundação Filantrópica Safra, as casas estão sendo recuperadas e abrigarão um centro de documentação judaica e uma réplica da sinagoga antiga construída em 1637.


O arqueólogo Marcos Albuquerque utiliza detetor de metais para registrar interferências provocadas por canalizações e dutos elétricos
Foto: Fundação Safra






























domingo, 20 de junho de 2010

No Twitter, Ronaldo celebra L. Fabiano e lamenta expulsão de Kaká

Portal Terra

DA REDAÇÃO - Camisa 9 do Brasil nas últimas três Copas do Mundo, o atacante Ronaldo comemorou a vitória brasileira por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim e destacou os dois gols de seu sucessor, Luís Fabiano, em seu Twitter. Apesar da alegria pela vitória, o atacante do Corinthians também lamentou a expulsão de Kaká e a contusão de Elano.

Concentrado com a equipe alvinegra em Águas de Lindóia, o jogador assistiu a partida e não perdeu a chance de mandar seu recado a Luís Fabiano, autor de dois belos gols. "Boa guerreiro! Dois gols pra conta! Parabéns Seleção!", escreveu o maior artilheiro da história dos Mundiais.

Sobre a expulsão do meia Kaká, Ronaldo lamentou o fato, mas demonstrou otimismo. "Uma pena meu irmão Kaká ter sido expulso. Faltam 5 jogos para o hexa".

O atacante também prestou solidariedade a Elano, autor do terceiro gol brasileiro, que saiu machucado após entrada dura de Tioté. "Melhoras para o meu amigo Elano. Entrada feia nele", completou, em seu microblog.

18:22 - 20/06/2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O mundo dá voltas: por que executivos estão voltando cada vez mais para o Brasil?

18/05/2010 - 13h33

SÃO PAULO – Os executivos que optaram por seguir carreira no exterior estão voltando para o Brasil. Isso em vista da lenta retomada de crescimento econômico lá fora e dos graduais esforços em torno da resolução dos deficits crônicos impostos pela crise nos países mais desenvolvidos.

Um levantamento realizado pela consultoria Fesa revelou que Estados Unidos e Europa já não pesam mais na escolha dos profissionais brasileiros. Os currículos enviados para a consultoria por executivos no exterior que buscam o regresso para o Brasil aumentaram em média 20% entre 2008 e 2009.

De acordo com a Fesa, essa média se manterá forte em 2010. Do ano passado para cá, 50% dos currículos são de profissionais brasileiros oriundos dos EUA, 35% da Europa, 10% da América Latina e Central e 5% da Ásia. São cerca de 50 currículos recebidos por mês pela empresa. Todos são executivos que buscam por novos desafios no país de origem.

Há tempos...

Na avaliação do sócio da Fesa, Gino Oyamada, o Brasil passou por um período de baixo crescimento em comparação com o resto do mundo. Esse contexto deu margem aos executivos para buscarem oportunidades no exterior.

Os EUA, por sua vez, acabaram sendo o destino natural desses profissionais. Uma vez que as grandes multinacionais instaladas na América do Sul são originárias de lá, houve uma atenuada migração.

“Essa ida para o exterior é normal, já que os profissionais buscam por aprimoramentos educacionais e acadêmicos”, explica.

Reviravolta no globo

Diante de um patamar elevado em que o Brasil se encontra, os executivos passaram a observar a projeção nacional do ponto de vista econômico. “Estamos falando de executivos de outras nacionalidades também querendo disputar o nosso mercado de trabalho”, diz Oyamada.

O Brasil, ao longo dos últimos cinco anos, apresentou remunerações competitivas. Entretanto, o País ainda é carente em termos de mão-de-obra qualificada. Para o consultor, o baixo número de profissionais com expertise faz os salários dispararem.

“Hoje, a grosso modo, o salário no Brasil, no topo da pirâmide social, gira em torno de 35 vezes a base da plataforma. Não estou contando o bônus”.

De acordo com Oyamada, em economias internacionais, como no Japão, por exemplo, esse número gira em torno de cinco a sete vezes. Na Europa, de nove a 12 vezes e, nos EUA, de 20 vezes.

Chefe, cadê o meu bônus?

Fora das terras brasileiras, os bônus pagos diminuíram por conta do desempenho das grandes organizações durante a crise. Na indústria, de forma geral, os incrementos são tímidos, já que estão em fase de recuperação.

O consultor sustenta que, no Brasil, em 2010, as expectativas de retorno de bônus serão realidade. “Neutralizamos o problema [bônus] em 2009. Para esse ano, o resultado tende a ser mais expressivo. Os bônus voltarão mais rapidamente do que em outros lugares”.

Retorno de sucesso

Em seu regresso, o profissional, explica Oyamada, tem uma gama de opções para novos desafios. “Existe uma diversidade de demandas. A economia como um todo está aquecida, porém algumas áreas em particular estão mais”.

O consultor refere-se à área de infraestrutura. Tida como o segmento de sucesso por Oyamada, essa fatia demanda desde um gerente de projeto até funções técnicas de engenharia para suas posições.

Por sua vez, a cadeia inteira do petróleo, com as movimentações em torno de fusões e aquisições, demanda profissionais com expertises em avaliação de projetos.

“Existe uma continuidade nas regressões para o Brasil. Esse desejo explícito de volta irá se intensificar com o  passar dos anos”, finaliza o consultor.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bem-estar: principal preocupação brasileira

Pesquisa da ONU aponta ainda, entre valores relevantes para a população, o interesse pela natureza e pela humanidade. Para 90% dos entrevistados, violência está aumentando

Rio - Uma  pesquisa feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) — órgão da ONU — mostra que o principal valor para o brasileiro é o bem-estar do próximo. O bem-estar da natureza e da humanidade ficou em segundo lugar, enquanto a estabilidade social ficou em terceiro. O trabalho foi realizado em parceria do Instituto Paulo Montenegro/Ibope com a Universidade Mackenzie, com 4.017 entrevistados.

A pesquisa também revelou que o brasileiro busca antes a tradição ao prazer. A violência é a principal angústia para a maioria: pior, 90,1% têm a percepção de que ela vem crescendo no País. Além do percentual bastante expressivo, o que chama a atenção é que, para 23% dos entrevistados, não é a violência praticada pelos bandidos que mais incomoda, mas a vivenciada dentro de casa.

O interesse pelo poder aparece em último lugar numa lista de dez itens onde os brasileiros mostram como se veem, e não necessariamente como estão agindo. Para a maioria dos pesquisados, a família é quem tem a responsabilidade de ensinar esses valores. A escola aparece em segundo lugar como responsável por esse papel.

Para analistas, o estudo desmente o estereótipo de um brasileiro que busca constantemente o prazer. Porque na escala de valores, este item ocupa apenas a sexta posição, abaixo da autonomia e da tradição.

De acordo com o economista sênior do Pnud, Flávio Comim, a surpresa foi a importância que os brasileiros dão à estabilidade, que ficou em terceiro lugar. “É um elemento novo, diferente do que é constatado em trabalhos semelhantes de outros locais”, disse Comim.

A relevância dada pelo brasileiro à estabilidade pode ter duas explicações, segundo o economista. “Pode ser reflexo da memória ainda presente do período de hiperinflação vivido no País ou porque os brasileiros procuram estabilidade para compensar fatores, como o receio da violência”, analisa.

Também há diferenças sensíveis entre os moradores das cinco regiões. O nordestino é o mais determinado, conformado e o que mais busca segurança. Os brasileiros mais ligados em prazer moram nas regiões Norte e Centro-Oeste. Os mais solidários estão no Sudeste, e os mais estimulados, na região Sul do País.

fonte. O Dia online