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quarta-feira, 23 de junho de 2010

SERÁ O FIM DOS LIVROS?

Tecnologia ameaça livros, diz Tom Stoppard

Para premiado dramaturgo britânico, ciências humanas devem levar a pior na batalha pela atenção das crianças

Reuters | 23/06/2010 10:08

Foto: Getty Images


Para  o autor britânico Tom Stoppard  os livros correm o risco de serem "arrastados pela enxurrada" das novas tecnologias e do audiovisual e devem levar a pior na briga pela atenção das crianças, disse o dramaturgo britânico Tom Stoppard. Stoppard, autor de peças como Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos e The Real Thing, e que ao longo dos anos também já escreveu roteiros para televisão, cinema e rádio, alertou ainda para a priorização das ciências exatas, em detrimento do estudo das ciências humanas.
"Não há mais tanta demanda pela escrita como quando eu tinha idade para ser aluno, ou mesmo a idade de seus professores", disse Stoppard segundo jornais locais.
Para o autor, as crianças vivem em um mundo dominado pela tecnologia, onde a imagem em movimento é mais importante que o impresso. "Acho que isso é em detrimento ... não quero que o impresso seja arrastado pela enxurrada desse jeito".
Durante evento de caridade do Príncipe de Gales, o dramaturgo discursou a um público de professores, buscando encorajá-los a pensar sobre o que e como devem ensinar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010


Plano de banda larga deve puxar investimento de setor eletrônico

7 de junho de 2010

(Foto: Getty Images)

REVISTAS ABRIL
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A indústria de componentes eletrônicos do Brasil deverá investir pesado nos próximos quatro anos para acompanhar a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, afirmou nesta segunda-feira a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
O plano, cujos objetivos gerais foram anunciados no início de maio, prevê instalação de 30.000 quilômetros de rede até 2014, num investimento para levar banda larga a pelo menos 4 milhões de domicílios.
O investimento previsto nessa rede é de cerca de 5,7 bilhões de reais no período, montante que deve incentivar o setor de componentes eletrônicos do país que produz equipamentos como modems.
Em reunião com o assessor especial da presidência, Cezar Alvarez, coordenador de programas de inclusão digital do governo federal, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que o plano de banda larga é uma oportunidade para o setor investir no longo prazo.
"Vai ser necessário fazer investimento muito sério em equipamento, investimento pesado, e isso necessariamente exige que esse período de investimento seja largo, no mínimo os quatro anos do plano até 2014", disse Barbato.
Segundo Alvarez, dada a preferência do governo de priorizar as empresas com tecnologia e produção nacionais para a implantação do plano de banda larga, a ideia do governo é manter um contato próximo com o setor eletroeletrônico do país para discussão de alternativas que o viabilizem o projeto.
"Queremos passar um longo tempo discutindo, mas não vai dar para falar com todo mundo, com certeza vai ter gente que vai ficar de fora", disse Alvarez. Ele indicou que o governo pretende definir este ano as 100 cidades que participarão dos primeiros projetos do plano.
(Agência Reuters)