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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O CRACK NO BRASIL

O maior problema para os médicos que atendem as pessoas viciadas, é a sua recuperação. Isso porque é difícil fazer a pessoa largar o vício. São realmente poucos os que se recuperam 100%.

E o crack não escolhe a sua vítima. A vítima que o escolhe. São pessoas de todas as classes sociais e raças que fazem do crack o seu vício. Das favelas aos bairros nobres, ela está em todo lugar. O crack tem um alcance muito grande.

A droga, quando inalada, atinge o pulmão e o cerébro em média de oito segundos.

Provoca aceleração cardíaca, aumento da pressão arterial, suor intenso, dilatação das pupilas, excitação e tremores.

E se o crack for inalado juntamente com álcool, causa esses sintomas em maior intensidade e pode levar à morte.

O que leva as pessoas a usarem o crack, traça um perfil de indivíduos que buscam a euforia, o aumento da auto-estima e a sensação de poder.

Estudos recentes revelam que 30% dos viciados em crack morrem nos primeiros cinco anos de uso.
O número alto de usuários de drogas no Brasil revela uma fragilidade na educação. Mas, não estamos falando somente da educação dentro das escolas, e sim, dentro de casa também!

Postado por: Layal Antanios

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Governo anuncia nova clínica de recuperação de dependentes químicos

André Balocco, JB Online

RIO DE JANEIRO - O drama de familiares dos usuários de crack no Rio pode estar com os dias contados. Dentro de um projeto que começa a mudar o foco do uso de drogas de questão de segurança pública para questão de saúde, o estado começa a preparar o antigo Hospital São Sebastião, no Caju, até então especializado em doenças infecciosas, para se transformar num hospital de referência no país no ao tratamento de dependentes químicos de 10 a 17 anos de idade.
O pontapé inicial foi dado na segunda-feira passada, quando os secretários José Mariano Beltrame (Segurança), Sérgio Cortes (Saúde) e Tereza Porto (Educação) visitaram a sede do antigo hospital – fechado desde o ano passado – e trocaram ideias comuns na batalha contra a dependência química.
A meta é integrar as três secretarias para ajudar na recuperação do usuário que busca a sua recuperação. O centro receberia crianças e adolescente viciados em crack, e teria capacidade para atender cerca de 40 pacientes. Os custos e o início das obras ainda não foram definidos.
– As pessoas que usam drogas precisam de tratamento e é isso o que vamos dar – explicou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame – O uso de drogas é questão de saúde pública também. Não é mais só uma questão de segurança. O dependente químico é um doente, e doente precisa se tratar.
A ideia é aproveitar o fechamento do Credeq (Centro de Recuperação de Dependência Química), com atendimento agora limitado a menores infratores em situação de risco com problemas de drogas. O Credeq, antes de se transformar em órgão de apoio do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), era referência no tratamento da dependência química no Rio, pioneiro no Brasil. Ao ser transferido para o órgão da Justiça, deixou órfãos as pessoas que precisam de tratamento mas não têm como pagar clínicas particulares.
– O hospital vai ser todo remodelado para cuidar dos dependentes químicos – diz Beltrame.
A certeza de que as drogas se transformaram em questão de saúde pública cresceu com a pacificação nas favelas ocupadas pelas UPPs. Beltrame diz que o Estado precisa ocupar esta lacuna primeiro para que, depois, abra-se um grande debate sobre a descriminalização do uso de drogas.
– O estado só pode falar em descriminalização depois de se estruturar para oferecer tratamento a quem queira largar.
Colaborou Marcelo Fernandes
Foco é mudar a política de tratamento em hospitais
José Luiz de Pinho e Marcelo Fernandes
A superintendente estadual de Saúde, Mônica Almeida, afirmou, na terça-feira, que a transformação do Hospital São Sebastião em centro nacional de referência ao tratamento de dependência química tem um objetivo principal.
– Se tornar uma política de enfrentamento à epidemia de consumo de crack, que toma conta do Rio – afirmou Mônica – É um projeto intersetorial, envolve várias secretarias de Estado, está em fase de construção, mas ainda não tem uma data fixa para entrar em vigor.
Para o deputado estadual José Nader (PTB), presidente da Comissão de Prevenção ao Uso de Drogas e Dependentes Químicos em Geral da Alerj, a questão é tratada com desinteresse pelo governo, em razão do tratamento para dependentes não ter resultados visíveis imediatos.
– O hospital a ser criado proporcionará somente mais uma ação para o tratamento. Não vimos até agora uma política de acompanhamento do dependente após sua saída dos centros de tratamento. Não podemos esquecer que dependência química é doença a ser tratada por toda a vida. O tratamento utilizado já demonstrou não ser totalmente eficiente, já que o percentual de reincidência é enorme.
Especialistas reticentes sobre política do governo
Marcelo Fernandes
Especialistas na área de dependência química se mostraram otimistas com o anúncio da nova clínica, embora lamentem a falta de investimentos similares no trato com a doença.
Segundo a ex-diretora do Núcleo de Estudos e tratamento da Uerj (Nepad), Maria Thereza de Aquino, o centro será bem-vindo
– Atualmente, não existe nada público que trate adequadamente os usuários de drogas. O atendimento feito em ambulatórios é feito de uma forma errada, já que o dependente precisa de um tempo para se recuperar do vício. O período de internação praticado pelo SUS é ridiculamente curto, não se trata um usuário em apenas 15 dias – alerta.
A opinião é compartilhada pelo médico José Jáber, pós-graduado no tratamento de dependência química na Universidade de Harvard.
– De uma maneira geral, é muito falha a ação das autoridades na área do uso de drogas. É preciso chamar a atenção que a política é de redução de dano não é algo que dê frutos. O ideal é que você trabalhe a abstinência completa.
Já o médico e ex-dependente químico Alessandro Alves Teixeira ressalta a importância de existir um tratamento transdisciplinar.
– Um ponto importante é a necessidade de existir a internação involuntária, já que muitas vezes o dependente não tem noção que está viciado.
20:40 - 08/06/2010

Fonte. JB Online

sábado, 22 de maio de 2010

O EFEITO DEVASTADOR DO CRYSTAL METH


Na década de 30 um descongestionante nasal começou a provocar em seus usuários estranhas sensações de eufória, falta de apetite, perda de sono e um apaixonante aumento no desempenho físico e intelectual. Logo o medicamento passou a ser usado na segunda guerra para eliminar o cansaço e manter o vigor físico e a vigília dos soldados. No Brasil o medicamento chegou somente na década de 60 com o nome de Pervitinâ e passou a ser apreciado por jovens que dele faziam uso para aumentar sua capacidade produtiva.

Atualmente, enquanto no Brasil ainda se discute a legalização da maconha o Mexico esta prestes a aprovar uma lei que descriminalizaria o porte de pequenas quantidades de drogas sendo essa pequena quantida, definida como; cinco gramas de maconha, 500 miligramas de cocaína, dois gramas de ópio, 50 miligramas de heroína, um comprimido de ecstasy ou um cristal de ice.

Cristal de ice?

Uma pedra cristalina, aparentemente inofensiva que tem como principio ativo a metanfetamina (MT), um derivado da anfetamina e a mesma substancia utilizada no descongestionante nasal de 1930.

O medicamento Pervitinâ foi banido do Brasil e em vários países da Europa, assim como nos USA, logo que se constatou uma “epidemia” em seu abuso. Porém a MT, retornou ao cenário muito mais poderosa que anteriormente. Passou a ser fumada, da mesma forma como é feito com o crack, e conhecida como ice, chalk, speed, meth, glass e crystal.

A droga ja esta no Brasil com os primeiros casos de aprensão detectados em 2005 e hoje é facilmente encontrada, sendo considerada a substituta do crack, principalmente adotada pela classe média que foge do crack.

Por causa dos seus “atrativos” com efeitos intensos como: imensa euforia; sensação de agilidade no pensamento, da auto-estima, da sexualidade; e diminuição da fome, do cansaço e da necessidade de dormir, a droga desbancou o ecstasy no ranking das club drugs mais usadas nos EUA e Mexico, tendo como fato curioso, amplamente utilizada nos clubs gays, em epecial pelos homossexuais masculinos, por aumentar ereção.

Na Califórnia uma gigantesca campanha composta por diversos comerciais de televisão, spots de rádio, cartazes e até um documentário, produzido pela HBO alerta pros perigos da droga. Entitulada como METH, NEM UMA ÚNICA VEZ, a campanha ataca o consumo da METHafetamina, encontrada legalmente em remédios para depressão e ilegalmente em drogas sintéticas.


Dr. Richard Rawson, um pesquisador da Universidade da Califórnia, Los Angeles, que tem estudado a droga por duas décadas, diz que a droga é ainda mais violenta do que o crack: metanfetamina é tão barata quanto o crack, mas deixa “doidão” de forma rápida e por muito mais tempo. E, diferentemente do crack de cocaína, cujos materiais crus são importados da América do Sul, metanfetamina pode ser feita localmente de ingredientes amplamente disponíveis.
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As fotos que você vê na campanha acima não são uma forma de forçar a barra. Entre os efeitos facilmente constatado pelo uso da metanfetamina, estão o desenvolvimento de feridas na pele e na face. O cristal de metanfetamina causa infecções da pele por uma bactéria chamada MRSA, que é frequentemente resistente à maioria de antibióticos. Quando estas infecções se desenvolvem, o usuário da metanfetamina, principalmente por estar em um estado anestésico, coça esses locais, compulsivamente, o que piora seu estado e espalha a infecção, podendo deixar marcas permanentes.
 
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 Entre outras óbvias mudanças físicas inclui-se um extremo emagrecimento da face, pois ela inibe o apetite, logo os usuários perdem peso com freqüência. Os dentes também podem apodrecer até à gengiva, pois a droga reduz a produção de saliva, que pode fazer com que as bactérias orais aumentem até dez vezes o seus níveis normais além do fato dos usuários trituram seus dentes, compulsiva e incontroladamente, o que faz com que os dentes se rachem.

O "crystal meth", uma anfetamina seis vezes mais barata que a cocaína, mas que provoca efeitos dez vezes mais potentes, está causando estragos nas zonas rurais dos Estados Unidos, destruindo o 
cérebro e a dentição dos viciados.
"Nunca houve uma droga com efeitos tão devastadores para os dentes como o 'crystal meth'", afirmou recentemente Nancy Williams, um professor de odontologia da Universidade de Tennessee, em Memphis, que está ministrando conferências em todo o país para advertir sobre os perigos desta droga.

Em todos os lugares dos Estados Unidos os dentistas vêm constatando um grande aumento das doenças bucodentais. Em alguns casos extremos, a deterioração dos dentes é tanta que é preciso extraí-los todos.
Com o consumo de 'crystal meth', os danos são impressionantes. Os dentes se tornam frágeis e quebram com grande facilidade. Uma série de cavidades negras se forma ao longo da gengiva.

"É como se você pedisse a uma pessoa que bata nos próprios dentes com um martelo. A destruição é total", compara Jeffrey Paskar, um dentista que trabalha na prisão de Springfield, no Estado de Missouri. Para identificar os consumidores de 'crystal meth', a polícia pede antes de tudo que o suspeito abra a boca.

Essa droga substituiu a cocaína na escala das maiores preocupações das autoridades encarregadas do combate aos entorpecentes, como revela um estudo publicado no início de julho que destaca ainda que o problema tomou proporções dramáticas no oeste dos Estados Unidos.

"Vantagens"???

Para os viciados, o "crystal meth" tem várias "vantagens" em relação à cocaína. É muito mais barato e pode ser fabricado com facilidade. O princípio ativo da droga é a fenedrina, uma substância que se encontra nos remédios contra a tosse ou a gripe, à qual se acrescentam produtos como amônia. Os consumidores trocam receitas que circulam na internet.
Diversos fatores explicam os estragos que o "crystal meth" causa aos dentes. A droga resseca a boca e a saliva circula menos, deixando de ser uma defesa contra as cáries.
Além disso, os viciados em crystal meth costumam beber grandes quantidades de refrescos açucarados, aumentando as chances de ter cáries, e os elementos químicos que compõem a droga são conhecidos por seus efeitos corrosivos sobre os dentes. Por fim, as pessoas sob o efeito desta anfetamina esquecem muitas vezes de escovar os dentes.
Os dentistas enfrentam agora um problema ético, pois quando examinam uma pessoa que apresenta este tipo de patologia eles devem denunciá-la à polícia, correndo o risco de violar o segredo médico. Muitos profissionais escolhem avisar a polícia para "salvar" a vida de seus pacientes.
Como o dentista John Sauer, impressionado com o caso de uma paciente de 16 anos que tinha 18 cáries. Um ano e meio antes da consulta, a adolescente tinha uma boca totalmente sã.
Muitos Estados americanos tentam tornar mais difícil o acesso às substâncias utilizadas para fabricar o "crystal meth". 
O governo federal aceitou legislar sobre a venda de xaropes contra a tosse e de medicamentos antialérgicos.
O projeto de lei ainda tem de ser aprovado pelo Senado. Porém, os traficantes já se anteciparam à medida e, segundo informações da imprensa, têm instalado laboratórios clandestinos no México para se esquivar das restrições.
da AFP, em Sikeston (EUA)


Apesar do estado de alerta que hoje podemos definir seu nível como mundial, a sociedade em ritmo dionisíaco, constrói e consume ícones glamourizados pela decadência causada pelo mau uso e abuso das drogas, como: Amy Winehouse, Kate Moss, Lindsay Lohan, Pete Doherty, Kurt Cobain, Iceberg Slim, Donald Goines, Charles Bukowski, Henry Miller, Jean-Michel Basquiat, Janis Joplin, Jim Morrison etre varios outros…

O crystal aos poucos ganha popularidade no Brasil, assim como o ecstasy demorou 20 anos pra começar a ser consumido em massa por aqui, porém outros paises ja estão a anos na luta pra tratar seus milhares e milhares de dependetes de crystal.