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terça-feira, 29 de maio de 2012

Olho Preguiçoso - Ambliopia


A ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso, ocorre quando um dos olhos não desenvolve a visão, ou seja, quando o cérebro não aprende a enxergar com um dos olhos, por não ter sido estimulado no momento certo.
Afeta 1 a 2% da população, sendo uma das principais causas de baixa visão nas crianças. É um problema sério e que pode passar despercebido pela criança ou pelos pais.
Dentre as causas mais frequentes estão os estrabismos, as anisometropias (grandes diferenças de grau entre os olhos), os nistagmos (movimentos involuntários de oscilação dos olhos), o não tratamento de doenças que diminuem a transparência dos meios oculares, como cataratas, entre outras.
O diagnóstico é realizado durante consulta oftalmológica com a constatação de uma acuidade visual baixa, principalmente comparando-a com a do olho oposto. Como um olho funciona melhor que o outro, o cérebro da criança usa o olho de melhor visão e ''esquece'' de desenvolver o outro olho. Caso não seja tratado, com óculos, oclusão do olho bom etc, até os 6-8 anos de idade, esse olho nunca mais terá uma boa visão, impedindo a criança de exercer certas profissões/atividades que exijam visão binocular (visão tridimensional).
É aconselhável que os pais realizem o primeiro exame (teste do olhinho) ao nascimento e um exame de acuidade visual antes dos 3-4 anos de idade, quando ainda é possível fazer o tratamento com sucesso. Os olhos de uma criança são as janelas para o mundo.
Cuidar da visão desde cedo é fundamental para seu desenvolvimento. É muito importante a ajuda dos pais e dos professores para reconhecer um problema ocular em uma criança, pois elas, geralmente, não reclamam. (Fonte: Erika Hoyama - Oftalmologista/Folha de Londrina)
 
fonte:  http://saude-joni.blogspot.com.br/2010/05/olho-preguicoso.html

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Neurite Ótica ( neurite retrobulbar). Conceito, sintomas , tratamento

Neurite Óptica
Bruno Fernandes
INTRODUÇÃO

A Neurite Óptica (NO) é uma inflamação desmielinizante do nervo óptico, que pode estar associada ou não a doenças sistêmicas, sendo a Esclerose Múltipla (EM) a mais comum. Ocasionalmente, a NO pode sobrevir de um processo infeccioso da órbita ou dos seios paranasais ou no curso de uma virose.

A incidência fica em torno de 4-5/100.000; é duas vezes mais comum em mulheres; a raça caucasiana parece ser mais afetada e o primeiro ataque costuma ocorrer na faixa etária dos 20 aos 45 anos,apesar de ocorrer casos atípicos tanto em idosos quanto em crianças.
PATOFISIOLOGIA
Sendo associada ou não a doenças sistêmicas, a NO é desencadeada por uma reação auto-imune, resultando em desmielinização do nervo. Embora pouco se saiba a respeito da NO isolada, quando associada à EM as lesões do nervo óptico são similares àquelas encontradas no cérebro, com infiltrado inflamatório perivascular.
CLÍNICA
Anamnese. A história típica de um caso de NO é uma baixa de acuidade visual súbita, unilateral, com dor ocular exacerbada à movimentação (o acometimento bilateral é mais raro). Outras queixas são a piora da visão com o calor ou exercício (fenômeno de Uhthoff) e a sensação de objetos se movendo em uma linha reta aparentarem uma trajetória curva (fenômeno de Pulfrich), provavelmente devido à condução assimétrica entre os nervos ópticos.

História de episódios prévios no paciente ou na família, assim como de viroses, deve ser pesquisada.
Exame Oftalmológico. Alterações mais comuns:

- Defeito pupilar aferente relativo ou pupila de Marcus Gunn.
- Variável baixa de acuidade visual
- Discromatopsia e diminuição da sensibilidade ao contraste
- Alterações de papila à fundoscopia em 1/3 dos casos, com edema de papila difuso. A presença de alterações segmentares, palidez, estreitamento arteriolar e hemorragias em chama e vela sugerem outros diagnósticos. Um fundo de olho normal ocorre em 2/3 dos casos, podendo o disco se tornar pálido como tempo.
EXAMES COMPLEMENTARES

Campo Visual. O defeito altitudinal, arqueado e degrau nasal são mais comuns que os escotomas central e cecocentral. Porém, extensões periféricas de escotomas assim como depressão generalizada de campo podem ser encontrados.

Exames Laboratoriais. Exames de sangue, radiografia de tórax e punção lombar são exames importantes na exclusão dos diagnósticos diferenciais, porém acrescentam pouco em um caso típico de NO. Análise do líquido céfalo-raquidiano com presença de Proteína básica de mielina, bandas oligoclonais e IgG alta sugerem o diagnóstico de EM.

Exames de Imagem. A Ressonância Magnética é útil na avaliação do nervo óptico e para excluir lesões estruturais. Porém, sua principal utilidade é definir o risco de desenvolvimento de EM que é maior naqueles pacientes que apresentam lesões desmielinizantes no SNC.


Neurite Óptica à esquerda.

PEV. O potencial visual evocado se mostrou alterado mesmo com nervo óptico sem alterações na RNM, sendo considerado importante em casos suspeitos.
TRATAMENTO

O ONTT ( Optic Neuritis Treatment Trial) foi um estudo multicêntrico cujo objetivo era definir um protocolo de tratamento para a neurite óptica. Basicamente, foram comparadas três abordagens:

- Prednisona VO (1mg/kg/dia) por 14 dias.
- Metilprednisolona IV (250mg 6/6h) por 3 dias, seguido de prednisona VO (1mg/Kg/dia) por 11 dias.
- Placebo VO por 14 dias.

O tratamento com corticóide IV (Grupo 2) resultou em uma melhora mais rápida da acuidade visual além de diminuir a incidência de EM no curto-prazo principalmente nos casos com lesões suspeitas na RNM. O uso de prednisona VO (Grupo 1) não se mostrou benéfico e ainda apresentou uma taxa maior de recorrência de NO. A longo prazo, não houve diferença entre os três grupos.
PROGNÓSTICO
Diferente de outras neuropatias, a NO se caracteriza por uma recuperação progressiva da acuidade visual depois de algumas semanas do início dos sintomas, mesmo sem nenhum tratamento. Apesar da maioria dos pacientes recuperarem acuidade visual de 20/20, deficiências principalmente na sensibilidade ao contraste podem ser permanentes. A probabilidade de recorrência em 5 anos é de 28%.

75% das mulheres e 35% dos homens acometidos de NO desenvolvem EM. Em pacientes sem lesões cerebrais na RNM, as seguintes características estão associadas a um baixo risco de desenvolvimento de EM em 5 anos: ausência de dor, edema de disco, hemorragia peripapilar, exsudatos retinianos e perda visual leve.
Caso o leitor deseje mais informações, o ONTT encontra-se disponível na internet no site: www.nei.nih.gov/neitrials/static/study47.htm

Fonte:  http://www.sboportal.org.br/sbo/scripts/ap/resumos/neurite_optica.asp

O que é a neurite óptica?
A neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico – o nervo que transmite luz e imagens visuais da retina para o cérebro. O nervo está localizado atrás (retro) do globo ocular, sendo a condição chamada também de neurite retrobulbar.
Qual a relação entre a neurite óptica desmielinizante e a esclerose múltipla?
Pode ser a primeira manifestação da esclerose múltipla (EM) e/ou ocorrer no curso da doença. Também pode ocorrer isoladamente (neurite óptica isolada) e o paciente desenvolver ou não a EM. A presença de imagens desmielinizantes encefálicas (RNM) parece ser o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da EM nestes casos.
Estudos patológicos em pacientes com neurite óptica associada à EM tem mostrado que as lesões desmielinizantes no nervo óptico são similares às placas vistas no cérebro. Todavia, sobre a patologia da neurite óptica isolada, pouco se conhece. Para alguns autores a neurite óptica isolada é uma forma frustra da EM.
Quais são os sintomas da neurite óptica?
  • Pacientes com neurite óptica experimentam rápido prejuízo na visão de um olho (nos dois é menos comum) durante o ataque agudo. Os pacientes podem referir a presença de visão dupla, escotomas, embaçamento, turvação ou escurecimento no olho afetado.
  • É possível ocorrer um episódio subclínico de neurite óptica, por inflamação e/ou desmielinização do nervo óptico que ocorre sem afetar a função visual. Nestes casos o teste de potencial evocado visual é capaz de demonstrar evidências de lesões ao longo da via óptica.
  • Discromatopsia (mudança na percepção das cores) pode ser, ocasionalmente, mais proeminente do que a diminuição da visão.
  • Em quase todos os casos, as alterações visuais estão associadas à dor retrocular ou dor ocular com sensação de peso, geralmente exacerbada pela movimentação do olho. A dor pode preceder a perda visual.
  • Os pacientes podem queixar-se de obscurecimento da visão exacerbada pelo calor ou pelo exercício (fenômeno de Uhthoff). 
  • Os objetos que se movem em linha reta podem parecer ter uma trajetória curva (fenômeno de Pulfrich), presumivelmente, devido à condução assimétrica entre os nervos ópticos.
  • Percepção de flashes de luz pela movimentação horizontal dos olhos ou por barulho súbito (mais raro) quando o paciente repousa no escuro.
Como é feito o diagnóstico de neurite óptica?
Como é um diagnóstico de exclusão, várias patologias serão descartadas pelo médico através da história, sintomas e exame físico, assim como exames complementares específicos. Doenças auto-imunes, infecciosas, metabólicas, tóxicas, compressivas e outras, deverão serão afastadas, pois há diferenças na evolução e no tratamento das mesmas.
A escolha dos exames apropriados (exames de sangue, RNM, PEV, campimetria, fundoscopia, LCR) dependerá da suspeita clínica do médico. Dentre eles, tanto a ressonância nuclear magnética (RNM) e o potencial evocado visual (PEV) são de extrema importância.
A RNM (com gadolíneo) é altamente específica e sensível a alterações inflamatórias no nervo óptico e ajuda a descartar problemas estruturais como compressão tumoral, por exemplo.
O PEV é importante na suspeita de neurite óptica e pode dar resultados anormais mesmo com a RNM do nervo óptico normal, o que é uma evidência de envolvimento subclínico do nervo óptico. Por esta razão, o PEV é realizado em pacientes com suspeita diagnóstica de EM.
Na EM a análise do líquido cefalorraqueano – líquor (LCR) é importante porque detecta as bandas oligloconais de imunoglobulina G (IgG), informa quanto à atividade da doença (IgM) e também pode sugerir outro diagnóstico.
Qual é o tratamento para a neurite óptica?
O tratamento correto da neurite óptica depende da causa, sendo fundamental a consulta médica imediata. A neurite óptica associada à EM e a neurite óptica isolada, obtiveram melhores resultados terapêuticos, pelo estudo ONTT (Optic Neuritis Treatment Trial), com a metilprednisolona intravenosa.
Fontes:


Fonte: http://esclerosemultipla.wordpress.com/2006/04/27/neurite-optica/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

De 2% a 3% não enxergam filmes 3D; saiba a razão

Da mesma forma que o ator Johnny Depp, muitos sofrem com problemas em apenas um olho, o que impossibilita de ver profundidade

por Mariana Lucena

Editora Globo
O ator Johnny Depp não gosta muito de ver os filmes em que atua. Mas dessa vez ele terá uma boa desculpa para não assistir a Alice no País das Maravilhas, do diretor Tim Burton. Em entrevista recente à Entertainment Weekly, ele contou ter um problema no olho esquerdo, que o impede de ver filmes em 3D. Pela descrição de Depp, seu diagnóstico poderia ser ambliopia, de acordo com palpite do professor da Unifesp, Augusto Paranhos. >>Disney anuncia jogo inspirado em Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton
>>Conheça os robôs por trás dos monstros do cinema
Essa deficiência acontece quando um dos olhos se desenvolve menos que o outro devido a alguma perturbação. Por exemplo, se um dos olhos tem a visão muito pior que o outro. Quando uma criança tem 4 graus de miopia em um olho e, no outro, enxerga perfeitamente, o cérebro pode "desligar" automaticamente a imagem que vem do olho míope para ficar só com a imagem boa. Com o tempo, o olho que não é usado para de se desenvolver e, se não se tratar, essa criança pode até ficar cega deste olho.

Só que a tecnologia dos filmes 3D depende da visão dos dois olhos para funcionar. Na tela em que você vai assistir a Alice, imagens destinadas ao olho esquerdo e ao olho direito (levemente deslocadas para o lado uma da outra) são exibidas simultaneamente. Você só não enxerga duplo porque cada uma é tratada de uma maneira diferente. Esse tratamento é chamado Polarização. A luz pode viajar em dois sentidos : horizontal ou vertical. A polarização faz com que uma das imagens só "viaje" em um sentido e a outra no sentido oposto.
Como cada uma da lentes dos seus óculos 3D tem um "filtro" - ou para luz horizontal ou para vertical - elas pegam só uma das imagens de cada vez. Assim, as imagens do olho esquerdo vão só para o olho esquerdo e o mesmo acontece com o olho direito. As duas informações diferentes (das imagens levemente deslocadas) chegando ao mesmo tempo é o que te dá a sensação de profundidade.
Editora Globo 
Na vida real também é assim. Você enxerga a profundidade das coisas, em parte, porque enxerga com os dois olhos. Mas como é que as pessoas com ambliopia sabem a distância entre elas e os objetos, então? Ora, o cérebro tem muitas outras “pistas” além da visão de profundidade. “Ele também se baseia no tamanho dos objetos, no ângulo que eles fazem quando você gira a cabeça e até no foco dos objetos que estão mais próximos”, explica Paranhos.
Muitas outras razões podem fazer com que uma pessoa não veja 3D. Ela pode ter um estrabismo muito forte em um dos olhos, ter catarata ou sofrer de degeneração de um olho só por causa da idade ou até ter olhos desalinhados. Neste último caso, duas coisas podem acontecer: ou a pessoa enxerga duplo ou suprime uma das imagens.
Assim como Depp, milhares de pessoas não podem enxergar a magia do 3D. Elas são entre 2% a 3% da população brasileira, por exemplo. “Esse número seria bem maior se considerarmos outros problemas, além da ambliopia. Qualquer situação que afete substancialmente a visão de um dos olhos já é um impeditivo para ver 3D”, diz Paranhos.
O editor de tecnologia do website CNET, Rafe Needleman, que sofre de um problema parecido, conta que é extremamente incômodo ver um filme em três dimensões. “Eu não sinto que estou olhando para imagens em 3D. Na maior parte do tempo, eu vejo apenas imagens duplas ou fantasmas”, diz.
Se você foi assistir Avatar e sentiu a mesma coisa que Needleman ou Depp, talvez seja a hora de procurar um médico oftalmologista. Mas se consola, a ambliopia não é de tudo ruim: muita gente desconfia que o pintor Rembrandt também sofreu do problema - e foi justamente isso que deu o tom único de suas pinturas 2D.

fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI127991-17770,00-DE+A+NAO+ENXERGAM+FILMES+D+SAIBA+A+RAZAO.html

A Experiência 3D não é para todos!

A experiência 3D não é para todos

 

Enquanto grande parte do mundo exalta o fenômeno 3D no cinema e até na TV, uma parcela da população deve esperar muita dor de cabeça pela frente. 

Médicos alertam que nem todos são capazes de vivenciar a tal "experiência tridimensional" sem sentir enjoo. O motivo é uma incapacidade que certas pessoas têm em ajustar seus olhos à sobreposição de imagens.
O desconforto pode ser causado por uma condição que prejudique a visão estereoscópica, ou seja, a percepção normal de profundidade binocular. Entre os problemas que podem provocar essa dificuldade estão o estrabismo e a ambliopia, popularmente conhecida como "olho preguiçoso". 

Ambos inibem a capacidade de focar as imagens, tornando custosa a visualização em três dimensões.

O esforço pode ser ainda mais intenso quando se é aplicada a ilusão em 3D, que exige movimentos artificiais do globo ocular. Quando assistimos a filmes com a nova tecnologia, nosso olhos buscam a chamada "acomodação visual" movendo-se em direção ao nariz, com o objetivo de focar os objetos. 

Mas no cinema, a imagem acaba sendo focada em frente à tela, e não na tela propriamente dita, causando confusão no cérebro - e conseqüente fadiga visual, náusea e enxaqueca.

Em reportagem do jornal britânico Daily Telegraph, o optometrista James Sutton, da companhia de saúde ocular Butterflies Healthcare, explica: "O problema é que o 3D oferece uma situação completamente artificial. Ele força o olho a trabalhar de foma extremamente árdua. Para muitas pessoas, sobretudo crianças, causa fadiga visual, dores de cabeça e tontura", afirma. 
 
Fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/experiencia-3d-nao-todos

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VIDEO GAME RECUPERA VISÃO DE MENINO BRITÂNICO


Um jovem britânico superou o que é chamado de  “síndrome do olho preguiçoso” , ou seja,  graças a uma receita médica de Mario Kart DS, restaurando seu olho direito em “quase cegueira” para uma melhoria de 250%.

Aos 4 anos, Ben Michaels foi diagnosticado com ambliopia em seu olho direito, o que resulta em um declínio constante na visão neste olho. Se não tratado, ele teria ficado completamente cego. Seu médico, porém, disse à Ben para jogar Mario Kart DS com um tapa-olho, para treinar o seu olho preguiçoso para trabalhar mais e assim melhorar.

A melhor parte é que a terapia diz que se deve jogar videogames por duas horas por dia. Desculpa mãe, ordens do médico! Não parece que o sucesso da terapia era dependente de Mario Kart DS ou qualquer jogo específico ou console. Talvez foi mencionado aqui porque era o favorito de Ben.

“Jogos de videogame é algo que as crianças podem se relacionar. Ele nos permite oferecer um tratamento mais rápido”, disse o médico. “O que não sabemos é se a melhora é apenas por causa do melhor cumprimento da legislação, ou seja, a criança fica com o tapa-olho, ou se há uma melhora fisiológica graças à aprendizagem visual perceptual.”

De qualquer forma, parece ter funcionado.

Agora uma informação curiosa que provavelmente você não sabia: a ambliopia é uma disfunção afeta 2% a 3% da população no Brasil. Quem possui esse problema, não pode assistir filmes (ou games) em 3D, pois os olhos não conseguem captar a tecnologia 3D. 

O ator Johnny Depp sofre dessa disfunção e não pode ver o seu filme Alice no País da Maravilhas em 3D.


Qual pai ou mãe não fica preocupado com a quantidade de horas que os filhos passam na frente da telinha jogando videogame. Muito tempo mesmo só em frente à TV tira a oportunidade da criança se socializar, além de praticar outras atividades físicas que fazem diferença para a saúde dos pequenos. Mas, e quando o videogame passa de uma simples brincadeira para um tratamento de saúde?

Foi o que aconteceu com o britânico Ben Michaels, 6 anos, que quase perdeu a visão do olho direito por causa de um problema chamado ambliopia – diminuição da visão sem lesão estrutural aparente –, diagnosticado quando ele tinha 4 anos. Sua visão foi reduzida gradualmente em um olho e, sem tratamento, a perda de visão poderia ser permanente. Quando sua mãe, Maxine, de 36 anos, o levou para consulta com o médico Ken Nischal, do Great Ormond Street Children's Hospital, foi dito que a base para o tratamento de Ben seria jogar videogames.

O garoto gasta duas horas por dia jogando Mario Kart no Nintendo DS com seu irmão gêmeo Jake e usa um tapa-olho no olho esquerdo, que não possui nenhum problema, para fazer seu olho “preguiçoso” trabalhar mais. Ken Nischal disse ao Daily Mail que a terapia ajuda as crianças com visão fraca porque os jogos de computador incentivam o movimento repetitivo dos olhos, treinando o olho a focalizar corretamente. De acordo com o especialista, como jogando a criança fica com a atenção no que está fazendo, o tratamento dessa maneira se torna muito mais eficaz e rápido. Segundo Maxine, de "quase cego", a visão do filho melhorou em torno de 250% somente na primeira semana.

O que diz especialista brasileiro
 
Para Paulo Grupenmacher, professor de Oftalmologia da PUC – Paraná, a criança “tem que ser estimulada por algo que atraia a sua atenção, por isso que é importante alguma brincadeira, como o videogame”. O tratamento, segundo o especialista, é utilizado no mundo todo e serve para estimular a visão. Como o olho se desenvolve até aproximadamente os 8 anos, a criança precisa receber estímulo e tratar a ambliopia antes dessa idade. “É como se fosse uma fisioterapia, só que de exercício visual", diz. Mas o acompanhamento com o médico é fundamental. O oftalmologista reforça: “o videogame não cura, mas exercita”. 

fonte:  http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI150065-17729,00.html
          http://www.metro.co.uk/news/832577-boy-saved-from-blindness-by-mario-kart-on-nintendo-ds

COMBATE À AMBLIOPIA NO BRASIL - Poderíamos seguir o brilhante exemplo da Colombia, não?

 25/08/2010
Por Luciana Gama


A Colômbia lidera uma campanha internacional seguida por alguns países da América Latina, desde 1987 a fim de informar sobre a ambliopia em crianças, combatendo a doença através de informação e oferecendo exames oftalmológicos à crianças de 3 a 6 anos de idade.

O Brasil é referência mundial quando se fala em Campanha  contra  da paralisia infantil , no entanto a maioria dos pais nunca ouviu falar sobre essa doença que pode causar cegueira infantil ou compromentimento de visão de forma irrerversível - A AMBLIOPIA.

O Governo Brasileiro precisa se mobilizar em prol da divulgação preventiva desta doença, informando a população sobre formas de tratamento, oferecendo exames oftalmológicos  as crianças assim como é feita na Colômbia, veja abaixo:



" La Fundación Médico Oftalmologica del Niño y del Adulto, lidera desde hace 22 años la CAMPAÑA MUNDIALCONTRA LA AMBLIOPIA Y DEFECTOS VISUALES EN LA INFANCIA"


Campanha de Ação - Colômbia
Desde 1987, a Campanha apresenta iniciativas, tais como:

    
* Campanha Mundial de erradiação.
    
* Publicações em jornais e revistas do exterior.
    
* Prevenção da ambliopia e outros defeitos visuais para pré-escolares, estudantes do ensino fundamental e médio, a abranger também os adultos e idosos.
    
* Formação de professores em oficinas teórico - prático para a realização de tais testes.
    
* Lançamento da Cartilha  - acuidade visual ambliopia Campanha, com instruções para a sua gestão, têm um efeito preventivo multiplicador.
 
    * Campanha de visitas diárias - a crianças de baixa renda .
    
* Realização dia cívico como "O progresso do olho" por doar as armações de óculos para crianças e adultos que precisam deles.
    
Conferência nas escolas, entrevistas nos meios de comunicação: rádio, imprensa e televisão, spots de televisão para espalhar a mensagem da campanha.
    
* Grandes Festivais - Música: "Salvo os olhos das crianças", com a participação das principais orquestras da Colômbia e artistas nacionais e internacionais abrangidas coliseu em El Campin, em Bogotá.
 
       * Participação em brigadas, como convidada pelo Governo Central para ajudar comunidades carentes do país.

 
Empresas que apoiam a campanha internacional contra ambliopia :

Empresas Vinculadas
Las siguientes son algunas de las Entidades y empresas que apoyan la Campaña:
  • Ministerio de Protección Social,
  • Ministerio de Educación,
  • Ministerio de Comunicaciones,
  • Secretaría de Salud de Bogotá,
  • Gobernación de Cundinamarca,
  • Policía Nacional,
  • Ejército de Colombia,
  • Fuerza Aérea Colombiana,
  • Instituto Colombiano de Bienestar Familiar,
  • Inravisión,
  • Cruz Roja Colombiana,
  • Defensa Civil,
  • Orquesta Filarmónica de Bogotá,
  • Fundación “Lleva una Escuelita en tu Corazón”,
  • Asociación Nacional de Cajas de Compensación Familiar,
  • Cuerpo Oficial de Bomberos,
  • Valtec S.A.,
  • Filmtex S.A.,
  • El afamado programa de televisión "Sábados Felices",
  • Canales de Televisión y Emisoras,
  • Editorial Voluntad S.A., empresa que incluyó en sus textos escolares la cartilla para la toma de agudeza visual, haciéndola llegar al 80% de los colegios del territorio nacional,
  • El Parlamento Andino,
  • El Club Deportivo “Los Millonarios” de Colombia

Precisamos ou não abraçar essa causa? O Brasil precisa desta conscientização,  nossas crianças precisam  disso. Nos ajude a divulgar as informações sobre A AMBLIOPIA.

fonte: http://www.ambliopia.com
sobre oclusores:  http://www.todeolhotampao.com.br/


sábado, 21 de agosto de 2010

Como é feito o teste de acuidade visual em concursos militares

O teste de Acuidade Visual, mais conhecido como “exame de vista”  é um dos exames médicos comuns em provas e concursos militares.
Os candidatos que usam correção, como óculos e lentes, são os que mais se preocupam com esse teste, e a falta de informação causa muita confusão.
Acuidade Visual é o grau de aptidão do olho, para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos. Simplificando mais, seria o nível de “nitidez” com que o olho consegue enxergar.
Vamos conhecer como se dá esse teste, saber como interpretar seu resultado e como fazer um teste online.

Como é realizado o exame

Este exame é comumente realizado no consultório médico, mas pode ser feito em qualquer lugar. A pessoa deve ficar atrás de uma linha imaginária distante 6 m da tabela de teste, e retirar os óculos ou lentes de contato.
Os olhos são mantidos abertos, cobrindo-se um dos olhos com a palma da mão, ou um pedaço de papel enquanto a pessoa lê a menor linha de letras que ela possa ler da tabela, em voz alta. Se o paciente não estiver seguro quanto às letras, ele poderá adivinhar.
O procedimento deve ser repetido com o outro olho e posteriormente usando os óculos ou as lentes de contato. Pode ser feito também em um aparelho especial, uma espécie de caixa para o qual olhamos e ela projeta as letras.

As “letrinhas”: Tabela de Snellen

O sistema padrão universal para avaliar a visão é Tabela de Snellen. Este teste, que a maioria de nós conhecemos, consiste em ler linhas de letras cujo tamanho vai diminuindo e as quais estão penduradas a uma distância padronizada da pessoa a ser testada. Cada linha na tabela diz respeito a uma graduação que representa a acuidade visual.
representa a acuidade visual.
A acuidade é marcada com dois números (por exemplo, “20/40″). O primeiro número representa a distância de teste em pés entre o quadro e o paciente, e o segundo representa a fileira menor das letras que o olho do paciente pode ler. Por convenção, a visão é medida na distância de 20 pés (6 metros). Por isso na primeira parte da fração (numerador) temos o número 20. Nesse exemplo “20/40″ seria porque as letras da fileira “40″ são suficientemente grandes para que um olho normal veja na distância de 40 pés (12 metros).

Entendendo o edital

Vamos aplicar esses conhecimentos para interpretar o que diz os editais das provas.
Exemplo 1) Se por exemplo no edital vier escrito assim: “Acuidade visual: serão aceitos, 20/20 em ambos os olhos e até 20/20 em um olho e 20/40 no outro.”
Esse é fácil. Durante o exame, o candidato deverá enxergar, com cada olho, até a linha 20/20 da Tabela de Snellen. Ou então, um pode enxergar até a linha 20/40, desde que o outro olho enxergue a linha 20/20.
Exemplo 2) Vamos complicar mais um pouco. E se o edital falar assim: “Condições incapacitantes: Acuidade visual sem correção óptica e sem tolerância abaixo de 0,5 em cada olho. Será, contudo, tolerada a baixa visão em um dos olhos até 0,3 sem correção quando o outro tiver a 0,7 sem correção.”
Repare que agora ele não fala em “frações”, mas em decimais. O que não é um problema, basta efetuar as divisões das frações. Ele diz que, sem correção (óculos ou lentes), o candidato deverá enxergar até a linha 20/40. Lembre-se que 20 dividido por 40 = 0,5. Mas será tolerado que o candidato enxergue com um dos olhos até a linha 20/70 desde que o outro olho enxergue até a linha 20/30.
Exemplo 3) O edital da Polícia Militar do RJ fala assim: “Exame oftalmológico: acuidade visual em qualquer um dos olhos sem correção inferior a 4/10. Uma vez corrigida
a acuidade visual deve assegurar visão igual a 1 (um) em um olho e pelo menos 8/10 no outro”
.
O candidato só terá dificuldade para interpretar essa sentença se tiver dificuldades com matemática, mais especificamente com números fracionados. Sabemos que 4/10 = 0,4. Significa que o candidato, sem óculos ou lente, deve enxergar até a linha 20/50 da Tabela de Snellen. Já com óculos ou lentes, deverá enxergar até a linha 20/20 com um olho e até a linha 20/25 com o outro.

Referências

http://www.vejam.com.br/baixavisao-acuidade-visual/


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

AMBLIOPIA - TRATAMENTO DE PENALIZAÇÃO


Como é o tratamento com penalização?
A penalização (borramento da visão) pode ser química, óptica ou até químico-óptica. Lançamos mão dessa conduta quando estamos no final do tratamento da ambliopia, ou quando estamos diante de uma ambliopia leve. Neste último caso a penalização pode ter sucesso como primeira escolha para evitar recidiva.


Penalização química: pupila do olho bom é dilatada.


Na penalização o olho amblíope deve enxergar melhor que o penalizado. Porque esta lei não pode ser infringida no tratamento da penalização? Ora, se os dois olhos vão ficar abertos na penalização, um deles precisa ficar com a visão atrapalhada (penalizado) para que o outro fique livre para ser tratado de sua dificuldade.

Como se faz a penalização?
Podemos fazer de três maneiras:
a) com uso de atropina (penalização química);
b) com uso de lente acima do valor necessário antes que provoque diplopia (penalização óptica);
c) com uso de lente de contato pupila negra e atropina (penalização químico-óptica).

Salvo em casos bem estudados, é difícil a penalização ser a primeira escolha de tratamento. Na literatura de diversos países notamos que o uso da penalização é restrito, mas, sem dúvida, é uma “carta na manga” e podemos lançar mão deste recurso quando os outros falharam, com possibilidade de bom resultado.

Em trabalhos com pacientes escolhidos dentro dos critérios de média ambliopia foi notada boa resposta visual tanto com uso do tampão quanto com penalização química. A vantagem observada com a penalização química é a aderência ao tratamento e a melhor aceitação por parte dos pais e dos pacientes.

No nosso serviço lançamos mão mais freqüentemente do uso de lente de contato pupila negra quando o fator estética incomoda muito pacientes entre 6 e 14 anos. A maior contra-indicação aqui é o fator custo e a desinformação dos pais dos pacientes sobre o custo real destas lentes.

Pesquisas em todo o mundo revelam que, quando o tratamento é bem conduzido, o paciente tem boa resposta terapêutica indiferente do método utilizado. Isso mostra que não há vantagem significativa de uma modalidade de tratamento sobre a outra.

Bibliografia:

BRASIL- An. Oftalmol,1988(7): 12-14. Almeida, HC/ penalização no tratamento da ambliopia/Penalisation in The treatment of amblyopia.

EUA-J AAPOS, 2005(9) : 542-545. Repka, MX et al./ The Effect of Amblyopia Therapy on Ocular Alignment

EUROPA- Br J ophthalmol, 2003(87):291-296. Tan, JHY, Thompson JR, Gottlob I/Differences in the management of amblyopia between European countries.

Br J Ophthalmol, 1997 (81): 54-57. Foley-Nolan A, Mc Cann A, O’Keefe M./ Atropine penalisation versus oclusion as the primary treatment for Amblyopia.

Br J Ophthalmol, 1978 (62): 21-28. Ikeda H and Trenain K.E./Amblyopia resulting from penalisation: neurophysiological studies of kettens reared with atropinisation of one or both eyes.

fonte:http://www.oftalmopediatria.com/texto.php?ct=60&ano=

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ALERTA AOS PAIS - AMBLIOPIA ( UM MAL QUE PODE SER DIAGNOSTICADO A TEMPO!)

Ambliopia
Ambliopia é a baixa de visão em um olho que não se desenvolveu adequadamente na infância. As vezes é chamado "olho preguiçoso". Isto ocorre apesar deste olho ser anatomicamente normal. O olho com pouca visão é denominado amblíope. A condição é freqüente, acometendo 2 a 3% da população. 
 
Os pais precisam estar cientes desta condição para poder proteger a visão de seus filhos, pois a ambliopia precisa ser tratada durante a infância. 
 
Visão


O desenvolvimento de visão nos dois olhos é importante. Muitas profissões não admitem pessoas que tenham boa visão em apenas um olho. Caso a pessoa perca visão em um olho por trauma ou doença, é essencial que o outro olho tenha boa visão. Por todos estes motivos, a ambliopia deve ser detectada e tratada o mais precocemente possível. 
 
Quando a visão deve ser testada? 

Recomenda-se que as crianças sejam examinadas por um oftalmologista antes dos 3 anos de idade. O pediatra ou médico da família deve encaminhar a criança antes deste período caso identifique algum sinal de alteração ocular. Caso exista uma história familiar de estrabismo, catarata congênita ou outra doença ocular da infância o oftalmologista poderá examinar a criança mais precocemente.

Como a Ambliopia é detectada?

A ambliopia é detectada quando se identifica uma diferença de visão entre os dois olhos. Existem formas de se estimar a visão em crianças menores, como por exemplo ocluir um olho e observar o comportamento da criança. 

 
A ambliopia pode ser causada por qualquer condição que impeça o uso normal dos olhos ou o desenvolvimento ocular. Existem três principais causas:

- Estrabismo (olho desviado): a imagem do olho desviado é suprimida, para evitar a visão dupla, e a criança utiliza apenas o melhor olho;

- Erro de refração: quando um olho tem mais miopia, hipermetropia ou astigmatismo que o outro, o olho com visão borrada (fora de foco) é suprimido e pode tornar-se ambliope. Este é o tipo de ambiopia mais difícil de ser detectado, pois os olhos parecem normais;

- Opacidade nos meios transparentes do olho: qualquer fator que impeça uma adequada focalização da imagem pode levar ao desenvolvimento de ambliopia. O principal exemplo é a ocorrência de catarata. Em geral este é a forma mais severa de ambliopia.

Como tratar a Ambliopia?

Para corrigir a ambliopia, é necessário que a criança utilize o olho fraco. Isto é feito em geral através da oclusão (uso de tampão) do olho bom. A adequada prescrição de óculos é indispensável , corrigindo-se o erro refracional antes de se iniciar a terapia com oclusão. Mesmo após a visão ser reestabelecida, a oclusão pode ser utilizada de forma alternada para manutenção da melhora obtida.
O resultado do tratamento vai depender da severidade da ambliopia e da idade da criança quando feito o diagnóstico. Seu oftalmologista e a ortoptista podem fornecer a orientação adequada para corrigir a ambliopia, no entanto a participação dos pais é fundamental. O sucesso do tratamento depende do interesse e envolvimento dos pais e de sua habilidade em conquistar a confiança e colaboração da criança. 
 
Ambliopia: uma doença séria, pouco conhecida, que pode causar a perda de visão quando não tratada corretamente. 
Ampliopia, ou "olho preguiçoso", é uma deficiência na visão onde um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal. Tem que ser detectada e tratada antes dos quatro anos, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, são consideradas irreversíveis. Em muitos casos, a deficiência passa desapercebida pelos pais e pediatras. Isso porque a criança, que sempre enxergou assim, não percebe que só tem um olho "bom". O tratamento é simples, com o uso de um tampão ocular. O que realmente preocupa é a desinformação.
 
Para os pais que identificaram ambliopia em seus filhos é preciso se conscientizar que se tem um desafio pela frente. A utilização de um oclusor ocular  é o único tratamento, mas o maior desafio está em saber como fazer uma criança usar - sem tirar -, um desses por seis, oito ou até 12 horas por dia. Durante dois, três, ou mais anos.
 
Principalmente porque os modelos mais antigos, em maior número no mercado, incomodam e até machucam em alguns casos, quando a criança tem que por e tirar esparadrapos diariamente. Além da aparência hospitalar, estimulando brincadeiras negativas por parte de outras crianças.



fonte:  http://www.ortoptica.com.br/ortoptica05.htm
                  www.todeolhotampao.com.br